Todo início de ano traz uma sensação difícil de descrever. É como se o mundo ficasse em silêncio por um instante, e a gente tivesse a chance de respirar fundo antes de continuar.
Gosto de pensar que o ano que começa é como um livro em branco: 365 páginas esperando pelas escolhas que vamos fazer.
E o mais interessante é que ninguém escreve esse livro por você. Ele é seu.
Com o tempo, aprendi que não dá pra controlar tudo o que vai acontecer em cada capítulo.
Alguns dias serão de conquistas, outros de dúvidas.
Alguns planos vão dar certo, outros vão mudar completamente de forma. Mas isso é o que torna a vida real e o crescimento possível.
O que faz diferença não é o que acontece, mas a forma como a gente responde a cada acontecimento. É aí que o novo capítulo começa a se desenhar.
Durante anos, eu entrei em cada novo ciclo com pressa: queria resolver, construir, alcançar.
Hoje, vejo que o início de um novo ano é menos sobre correr e mais sobre redefinir o rumo.
É olhar pra trás e reconhecer o que foi aprendido — inclusive nos erros — e olhar pra frente com a tranquilidade de quem sabe que a jornada vale mais que o destino.
Na SEDA, aprendi que todo começo é um convite à reinvenção.
Cada aluno que chega com medo de falar inglês, mas decide tentar mesmo assim, me lembra que escrever um novo capítulo exige apenas isso: coragem.
Coragem para tentar, recomeçar, deixar o passado no lugar dele e acreditar que o próximo passo pode levar a algo maior. Talvez o segredo não seja planejar o ano perfeito, mas viver cada dia com presença e propósito.
Escrever um capítulo de cada vez, com atenção, com verdade, com a consciência de que nem todos precisam ser brilhantes, alguns só precisam ser sinceros.
Então, se há algo que desejo para este novo ano, é isso: que cada um de nós escreva o próprio livro com mais leveza, mais coerência e mais gratidão.
Que saibamos fechar o que precisa ser encerrado e abrir espaço pro novo entrar.
Porque, no fim, 365 capítulos é tempo suficiente para mudar qualquer história, desde que a gente decida, de verdade, começar a escrever.




