Com o tempo, aprendi que empreender não é só sobre estratégia, inovação ou coragem, é sobre equilíbrio emocional.

A cada desafio, percebo que o verdadeiro teste de um empreendedor não está no mercado, nos concorrentes ou nas condições externas, mas em como ele reage ao que não pode controlar.

A inteligência emocional, pra mim, é o que realmente separa quem sobrevive de quem se perde no caminho.

Quando decidi empreender fora do Brasil, eu imaginava que os maiores obstáculos seriam técnicos: entender o idioma, as leis, o funcionamento do sistema.

E, claro, tudo isso foi um desafio.

Mas o que mais me exigiu preparo não estava do lado de fora, estava dentro. Era lidar com a solidão das decisões, com o medo de errar, com a responsabilidade de liderar mesmo quando não tinha todas as respostas.

Aprendi que o sucesso de um negócio está diretamente ligado à capacidade do líder de manter a calma no caos.

A inteligência emocional é o que nos permite seguir quando o plano muda. É o que impede que o ego tome decisões que deveriam vir da razão.

É o que ajuda a reconhecer o erro sem se paralisar pela culpa.

E, principalmente, é o que mantém a empatia viva, porque, sem ela, a liderança vira apenas controle, e não inspiração.

Ao longo da minha trajetória na SEDA, aprendi que liderar não é saber tudo, é saber lidar com tudo. É entender que você não controla o comportamento das pessoas, mas controla o modo como reage a ele.

Que nem sempre vai ser possível agradar a todos, e que, muitas vezes, o silêncio é mais sábio do que a resposta imediata.

Inteligência emocional é a arte de agir com consciência, não com impulso.

Também percebi que as empresas que mais crescem são aquelas guiadas por líderes emocionalmente maduros.

Porque são esses líderes que criam ambientes de confiança, onde as pessoas se sentem seguras para errar, sugerir, discordar e evoluir.

Um time emocionalmente equilibrado nasce de uma liderança que dá exemplo e que mostra que vulnerabilidade e força podem coexistir.

No fim, a inteligência emocional não é uma habilidade extra, é o centro de tudo.

É ela que te mantém de pé quando o resultado demora, que te ajuda a celebrar com humildade quando as coisas dão certo e que te ensina a continuar aprendendo quando dão errado.

Hoje, acredito que empreender é, antes de tudo, um exercício de autoconhecimento. 

Porque o mundo muda, os negócios mudam, mas quem não aprende a lidar com as próprias emoções dificilmente conseguirá liderar as dos outros.

E é por isso que, pra mim, inteligência emocional não é apenas uma habilidade, é a base de toda construção que pretende durar.

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