Quando comecei a empreender, acreditava que ser líder era ter todas as respostas.

Achava que liderança era sobre saber o caminho, mostrar segurança e ter sempre uma solução pronta.

Com o tempo — e com muitos erros, claro — descobri que é justamente o contrário.

Liderar não é saber tudo.

É ter a sensibilidade de fazer as perguntas que levam o time a encontrar o melhor caminho juntos.

Na prática, isso muda tudo. Quando o líder tenta ser o dono das respostas, ele centraliza, limita e sufoca o potencial das pessoas.

Quando ele se permite perguntar, ele abre espaço para que o grupo pense, questione e cresça.

Aprendi que as perguntas certas criam mais transformações do que respostas prontas.

Elas provocam reflexão, despertam autonomia e revelam o que, às vezes, nem o próprio time sabia que sabia.

Na SEDA, vivi essa virada de mentalidade na pele.

No início, eu tentava resolver tudo sozinho, dos problemas estratégicos às decisões mais simples. Achava que liderança era estar no controle.

Mas o controle, descobri, não inspira.

O que inspira é a confiança. E a confiança nasce quando o líder reconhece que não tem todas as respostas, mas acredita na capacidade de quem está com ele.

Perguntar é também um ato de humildade.

É admitir que a visão de uma pessoa só nunca será completa. Que boas ideias podem vir de qualquer lugar. Que ouvir é, muitas vezes, mais produtivo do que falar.

E, acima de tudo, é entender que o papel do líder não é brilhar sozinho, mas fazer com que todos brilhem juntos.

As melhores decisões que já tomamos nasceram de boas perguntas: “E se tentássemos de outro jeito?” “Por que estamos fazendo isso dessa forma?” “O que realmente faz sentido pra quem está do outro lado?”

São perguntas simples, mas poderosas porque trazem consciência.

E consciência é o que separa um grupo que executa de um grupo que cria.

Hoje, vejo que a maturidade de um líder se mede menos pela velocidade das respostas e mais pela qualidade das perguntas.

Liderar é guiar sem impor, ouvir sem julgar e provocar sem desmotivar.

É transformar o “eu sei” em “vamos descobrir juntos”.

E é nesse espaço — entre a dúvida e o diálogo — que a liderança deixa de ser autoridade e se torna inspiração.

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