Quando comecei a empreender, acreditava que o sucesso de um negócio se media por números: faturamento, crescimento, expansão.
E é claro que tudo isso importa. O lucro é o que mantém a roda girando, sustenta empregos, viabiliza novos projetos e dá estrutura para continuar sonhando.
Mas, com o tempo, aprendi que o lucro, sozinho, não basta. O que realmente dá sentido a uma empresa é o impacto que ela causa na vida das pessoas.
Na SEDA, esse aprendizado veio de forma natural.
No início, o objetivo era oferecer educação acessível para quem queria aprender inglês e viver novas experiências fora do Brasil.
Mas logo percebi que o que realmente transformava nossos alunos não era só o idioma — era o sentimento de pertencimento, de superação, de acreditar novamente em si mesmos.
A verdadeira entrega não estava no certificado, e sim na jornada que levava até ele.
Com o passar dos anos, percebi que o impacto humano é o ativo mais valioso de qualquer empresa. Negócios vêm e vão, mercados mudam, tecnologias evoluem, mas o que permanece é o efeito que deixamos nas pessoas.
É isso que faz alguém lembrar de você, confiar em você e, principalmente, querer crescer com você.
E esse tipo de impacto não aparece em relatórios — aparece em olhares, em histórias, em transformações silenciosas que acontecem todos os dias.
O lucro é consequência de algo muito mais profundo: a capacidade de resolver um problema real com propósito genuíno.
Quando a empresa existe apenas para gerar lucro, ela se desgasta. Quando ela existe para gerar valor, ela se multiplica. E é nesse ponto que propósito e resultado se encontram.
Um negócio saudável financeiramente é fundamental, mas um negócio que muda vidas é inesquecível.
Aprendi que liderar uma empresa com propósito exige escuta. É entender o que as pessoas realmente precisam, e não apenas o que o mercado pede.
É ter coragem de tomar decisões que nem sempre são as mais lucrativas no curto prazo, mas que são as mais corretas no longo prazo.
É compreender que cada colaborador, cada cliente e cada parceiro faz parte de algo maior — uma história que só faz sentido quando todos ganham de alguma forma.
Hoje, vejo que o impacto social e humano não é um “departamento” da empresa, é a alma dela. É o que sustenta a cultura, orienta as escolhas e dá razão a cada esforço.
O lucro é importante, sim, mas é o propósito que o torna sustentável. Porque o dinheiro pode manter uma empresa viva, mas é o impacto que faz ela valer a pena.




