Eu acreditava que precisava estar motivado para agir. Esperava o dia certo, o humor certo, a energia certa.

Quando tudo isso não aparecia, o plano ficava para depois. O problema é que o “depois” se tornou um lugar confortável para adiar o que realmente importava.

E foi aí que eu percebi que a motivação é instável.

Ela aparece quando as coisas estão indo bem e some nos momentos mais decisivos.

Construir qualquer coisa relevante dependendo dela é aceitar um crescimento irregular, cheio de interrupções e recomeços.

Quando parei de esperar motivação, mudei a lógica. Passei a agir por compromisso. 

Compromisso com o processo, com o padrão que eu queria manter e com o tipo de resultado que eu buscava no longo prazo.

Entendi que mesmo sem vontade, o trabalho precisava ser feito.

Foi nesse ponto que despertei para algo fundamental: ação gera motivação, não o contrário. 

Depois de começar, o movimento cria clareza. A clareza gera confiança. E a confiança, aos poucos, alimenta a motivação. Esperar essa ordem invertida é o que trava tanta gente.

Parar de depender da motivação também trouxe disciplina emocional. Em vez de negociar comigo mesmo todos os dias, passei a seguir uma estrutura.

Menos decisões, menos desgaste mental, mais constância. O foco deixou de ser como eu me sentia e passou a ser o que precisava ser entregue.

Isso não significa trabalhar no automático ou ignorar limites. Significa entender que crescimento não respeita estados emocionais.

Ele responde à repetição do básico bem-feito, especialmente nos dias comuns onde não há inspiração, vitória ou aplausos.

No mercado, quem cresce de forma consistente não é quem está sempre animado, mas quem aparece mesmo quando não está.

Quem entende que o compromisso diário vale mais do que qualquer pico momentâneo de entusiasmo.

O dia em que parei de esperar motivação não foi marcante por um grande evento. Foi silencioso. Mas foi ali que a constância começou a substituir a oscilação.

E, a partir desse dia, o progresso deixou de ser um acaso e passou a ser consequência.

E você, ainda espera motivação para agir?

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