Intenção é confortável. Resultado é mensurável. Entre os dois existe uma linha tênue que parece pequena, mas muda tudo: a execução.

Ter intenção é fácil. Todo mundo quer melhorar, crescer, entregar mais, fazer diferente. Intenção gera planos, listas, metas e promessas.

Mas a intenção, sozinha, não muda realidade nenhuma.

O mercado não mede o que você pretende fazer. Mede o que você entregou.

Existe um momento em que a intenção precisa sair do discurso e entrar na rotina. É nesse ponto que a maioria trava.

Porque transformar intenção em resultado exige repetição, disciplina e disposição para lidar com erro, frustração e demora.

A intenção vive no campo das ideias. Resultado nasce no campo da ação.

Outro problema é que a intenção gera sensação de progresso.

Planejar, pesquisar, conversar, imaginar estratégias… tudo isso dá a impressão de avanço. 

Mas, sem execução, é apenas uma preparação infinita.

E a preparação infinita é uma forma sofisticada de procrastinação.

Resultado exige exposição. Exige colocar algo no mundo e aceitar feedback real. Exige ser avaliado pelo que foi feito, não pelo que poderia ter sido. E isso é desconfortável.

Por isso tanta gente permanece em território seguro da intenção.

A diferença entre intenção e resultado também está no compromisso com o processo. Intenção aparece nos dias bons.

Resultado é construído nos dias comuns. Nos dias sem motivação, sem reconhecimento e sem entusiasmo.

É ali que a linha tênue se torna visível.

Quando você começa a agir mesmo sem vontade, mesmo sem garantia, mesmo sem certeza, a intenção deixa de ser promessa e começa a virar progresso.

No longo prazo, o mercado não se lembra de quem tinha boas intenções. Lembra de quem entregou valor real, repetidamente.

No fim, a linha que separa intenção de resultado não é talento, nem sorte, nem oportunidade.

É a decisão diária de transformar o que você quer fazer naquilo que você realmente faz.

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