Durante muito tempo, eu acreditei que empreender era sinônimo de liberdade financeira. 

Que o sucesso estava nos números, nas metas batidas, no crescimento acelerado.

E, claro, tudo isso tem seu valor.

O resultado financeiro é importante, afinal, ele sustenta o sonho, dá fôlego ao projeto e abre novas possibilidades.

Mas com o tempo, percebi que o verdadeiro sentido de empreender não está apenas no que você conquista, mas no porquê você escolhe conquistar.

O dinheiro é um bom combustível, mas um péssimo destino. Ele motiva no começo, mas não sustenta a jornada. Porque depois que a meta é atingida, o que te faz continuar?

Foi essa pergunta que me levou a enxergar o empreendedorismo de outra forma.

Quando fundei a SEDA, a motivação inicial era prática: criar uma oportunidade real para quem, como eu, queria viver uma experiência fora do Brasil e aprender inglês de forma acessível. 

Mas com o tempo, percebi que o que realmente me movia não era o negócio em si, mas sim o impacto que ele causava na vida das pessoas.

Empreender com propósito é entender que o sucesso financeiro é consequência, não objetivo. É quando o “por quê” vem antes do “quanto”.

É saber que o produto ou serviço que você oferece precisa resolver um problema real, transformar vidas, gerar valor.

E isso exige sensibilidade para enxergar o que as pessoas realmente precisam e não apenas o que o mercado está pedindo.

Ao longo da minha trajetória, vi muitos empreendedores brilhantes desistirem não por falta de resultados, mas por falta de sentido.

Quando o propósito se perde, o trabalho vira peso. Quando o propósito está claro, até os dias difíceis ganham significado.

Ele é o que te mantém de pé quando as coisas não saem como planejado, e o que te lembra por que vale a pena continuar tentando.

Hoje, entendo que empreender é um ato de servir. É usar suas habilidades, sua visão e sua energia para construir algo que vá além de você.

É contribuir para algo maior, seja na vida das pessoas, na comunidade ou no mundo.

E, quando isso acontece, o sucesso financeiro deixa de ser o fim da jornada e passa a ser apenas um dos frutos dela.

O propósito é o que dá alma ao negócio. É o que faz a empresa ter identidade, a marca ter voz e o trabalho ter significado.

E é também o que transforma o empreendedor em alguém melhor, mais consciente, mais maduro, mais humano.

No fim, empreender não é sobre ganhar mais, é sobre fazer valer mais.

É sobre criar algo que permaneça, mesmo quando os números mudam.

Porque o dinheiro passa. O impacto, não.

Leave a reply

Please enter your comment!
Please enter your name here