A maioria das pessoas associa crescimento a aprender mais. Novas habilidades, novos conhecimentos, novas estratégias.

Tudo isso importa. Mas existe uma parte do processo que quase ninguém menciona: crescer também exige desaprender.

Desaprender ideias antigas, hábitos que já não fazem sentido e crenças que funcionaram em outra fase, mas que agora limitam o próximo passo.

Existe um momento em que aquilo que te trouxe até aqui deixa de ser suficiente para te levar adiante.

E esse momento é desconfortável.

Porque desaprender mexe com identidade. Obriga a questionar decisões antigas, reconhecer limitações e admitir que certas certezas não eram tão sólidas quanto pareciam. 

É muito mais fácil continuar repetindo o que sempre funcionou do que encarar a necessidade de mudança.

Só que o crescimento exige atualização constante.

No início da carreira, dizer “sim” para tudo pode abrir portas. Com o tempo, continuar dizendo “sim” para tudo vira dispersão.

Em fases iniciais, trabalhar sem parar pode parecer dedicação. Em fases mais maduras, vira falta de estratégia.

O que antes era virtude pode se tornar obstáculo.

Desaprender também significa abandonar a necessidade de agradar, a busca por validação constante e a ideia de que você precisa provar algo o tempo todo.

Significa trocar urgência por direção, volume por foco, intensidade por consistência.

Existe um luto silencioso nesse processo. Porque desaprender é deixar versões antigas de si para trás. E isso gera insegurança. Mas também abre espaço para evolução real.

Quem cresce aprende a revisar a própria forma de pensar. A questionar hábitos automáticos.

A atualizar estratégias sem apego ao passado. É isso que permite continuar avançando sem ficar preso ao que já foi.

No fim, crescer não é apenas acumular conhecimento. É ter coragem de abandonar o que já não serve mais.

Porque o que te trouxe até aqui pode ser exatamente o que está impedindo o próximo passo.

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