Existe um padrão que se repete em quase toda jornada de crescimento: a maioria das pessoas desiste no ponto exato em que o aprendizado começa a ficar real.

No início, tudo é empolgação. A novidade motiva, a energia está alta, as expectativas são grandes.

Gosto de dizer que começar é fácil. O problema é o que vem depois.

Depois do entusiasmo inicial, surgem as dificuldades. Erros frequentes. Resultados lentos. Sensação de incompetência.

A fase em que você percebe que não é tão bom quanto imaginava. E é justamente aí que o aprendizado verdadeiro começa.

Só que essa fase é desconfortável.

Aprender de verdade não é agradável. É frustrante. Exige repetição, correção, humildade para aceitar falhas e maturidade para continuar mesmo sem recompensa imediata.

É o momento em que o ego sofre mais do que a técnica.

E muita gente prefere proteger o ego a desenvolver a habilidade.

No esporte, isso é evidente. E eu aprendi muito depois que comecei a praticar o Jiu-Jitsu.

Quando o treino começa a ficar duro, quando as derrotas se acumulam, quando você percebe o quanto ainda precisa evoluir, é aí que o aprendizado acelera.

Mas também é aí que a maioria some.

No mercado, acontece o mesmo. O início de um projeto é estimulante. O meio é cansativo. 

Processos falham, estratégias precisam ser revistas, resultados demoram.

É nesse ponto que se desenvolve repertório, critério e experiência. E é exatamente aí que muita gente abandona.

O problema de desistir cedo é que você vive preso no ciclo do iniciante eterno.

Sempre começando algo novo, sempre empolgado, mas nunca permanecendo tempo suficiente para dominar nada.

Profundidade só vem com permanência.

Quem continua quando fica difícil constrói algo que poucos constroem: resiliência.

E aí você aprende a lidar com erros e a ajustar a rota sem desistir.

Também é nesse ponto que você aprende a suportar o tédio da repetição. E essa combinação cria vantagem competitiva no longo prazo.

O aprendizado real começa quando a ilusão de facilidade acaba.

Quando você percebe que vai dar trabalho. Quando exige disciplina, não entusiasmo.

No fim, talento ajuda. Motivação ajuda. Mas o que realmente diferencia quem evolui de quem para no meio do caminho é permanecer.

Porque a maioria desiste exatamente quando o crescimento está prestes a acontecer. E quem fica colhe o resultado quase sozinho.

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